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Recanto das letras

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

REMINISCÊNCIA!

O céu está cinza, cai a chuva lá fora,
À mente reporto, lembranças de outrora,
Revejo o momento, em que fui embora,
Era jovem, só queria, buscar minha história...

Pelo retrovisor, vi minha mãe, em pé na calçada,
Sua roupa molhada, em seu corpo colada,
Pareceu-me tão só, tão desamparada,
Em seu rosto sulcado, eu via, uma lágrima...

Acelerei, mesmo triste, fui saindo,
Certa de que o tempo, para tudo, é lenitivo,
Mesmo assim, toda a vez que ali, eu retornava,
A via sofrer, mas, ela nada me falava...

Hoje entendo, pois é meu, o filho que se vai,
É meu o coração, que de dor se abre, se esvai,
Sou eu agora, na porta de nossa casa...
E, como minha mãe, choro... Sozinha e calada...



     Lani (Zilani Celia)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

FÉ!


Foi um tempo em que o sol não existia,
Era escuro, nenhuma flor, havia,
Não se via, para onde a estrada ia,
Nem tampouco, quem ficava ou quem seguia...

Lá, era o suspiro mais profundo que saía,
O relógio não parava, mais corria,
Mesmo grande, a esperança, se esvaia,
A reza, parecia, que Deus não a ouvia...

O rumo fora perdido, eu já sabia,
A dor doía forte, para quem a sentia,
A mão, era tão fraca, que do leito pendia,
Nos olhos, a lágrima parava, não mais corria...

Porém, um grito forte, meu peito quase explodia,
Minha fé se fortalecia, o milagre, acontecia,
A luz pela janela entrava em teu corpo incidia,
Um anjo te afagava o rosto... E para mim... Sorria...


   Lani ( Zilani Celia)

         Queridos amigos, estive fora da internet por bastante tempo,
pois estava com doença em minha família e como agora posso
tranquilamente lhes dizer que tudo passou, volto a visita-los, talvez
não como gostaria e sempre fiz, retribuindo as visitas rapidamente
mas, podem estar certos que irei a cada um, agradecer por não
haverem esquecido de mim.
         Um grande abraço de todo o coração.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

NATUREZA SILENTE!

 
A noite cai, a mata antes verdejante,
Cobre-se com um manto de estrelas, cintilante,
Abriga-se, do vento frio, congelante,
Que entre as árvores, corre livre, faz corrente...

No caminho escuro, que só a lua ilumina,
Desce o orvalho, em imaculada cortina,
O medo se instala, a mente delira,
A fera se amansa e lambe, a nova cria...

A flor se recolhe, em sua delicadeza,
Protege suas pétalas, de tão rara beleza,
A língua do inseto, insensível, a tortura,
Tentando arrancar-lhe, do seio, a seiva pura...

E quando tudo se faz único, silente,
Da terra surgem seres, brota a semente,
E o que parecia ser morto, de repente,
Enche-se de vida...  E nasce novamente...

    Lani (Zilani Celia)




terça-feira, 20 de junho de 2017

FRAGILIDADE!

 
Até ontem estavas ali, tão linda, oh, flor,
Transpiravas saúde, beleza e cor,
Hoje, ao passar te vejo, jogada ao chão,
Inerte, esquecida, tendo ao lado um botão...

Quando, este belo jardim, ainda enfeitavas,
Mãos, em tua direção iam, inocente pensavas,
Que a intenção seria, somente, acarinhar-te,
Jamais, extirpar-te a vida, sem dó nem piedade...

Resististe bravamente, ao frio que te congelava,
A noite, pelo vento forte, foste fustigada,
Tuas pétalas pendem, a imagem, me é dolorosa,
E, de meus olhos corre, uma furtiva, lágrima...

Ao ver-te assim, tão bela, no estertor da morte,
Sei, que se esvai de ti, a pouca vida que tiveste,
Recosto-te em meu peito, tentando aquecer-te,
Mas, é tarde e só um carinho... Posso fazer-te...


    Lani ( Zilani Celia)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

VÁ EMBORA SAUDADE!

Toda vez que de mim se aproxima,
O faz sorrateira,
É dor sem fim, meu corpo castiga,
Me destrói por inteira...

Em meus sonhos, sem dó sapateia,
De meu sofrer, ri zombeteira,
Meus olhos fecha, maldita, cegueira,
Que me condena a ser, de ti, prisioneira...

Tento fugir, de seu jugo covarde,
Fingida, meu sofrer pranteia,
Me deixo abater, já é muito tarde,
É minha algoz e triste parceira...

Quando anoitece, sem dó me tortura,
É madrugada, ela ainda em mim continua,
Minhas lágrimas correm, se perdem na rua,
Vá embora saudade, deixa-me aqui... Só, com a lua...


     Lani (Zilani Celia)





segunda-feira, 22 de maio de 2017

ALMA DE POETA!

 
Ah, poeta!
Há quem te chame louco,
Demonstras teu sofrer, com um, gemido rouco,
E quando a poesia, se aninha, em teu regaço,
Dela ficas cativo, nada mais, que um escravo...

Se é de amor a inspiração, a ela te entregas,
De tua boca brotam, as mais belas palavras,
Compões e quando enfim, ao final chegas,
Apaixonado, de sentimentos, já transbordas...

Porém, se a tristeza, te for, imposição,
No fundo do peito, sentirás a dimensão,
Da dor, que acometerá todo teu ser,
A cada poema,  que na manhã vires nascer...

Ah, poeta!
És capaz, do próprio réquiem, compor,
De chorar por dentro, escondendo a própria dor,
De sorrir, ao ver, tão descomposta a alma,
E fazer outro verso... Quando a lágrima, o apaga...


  Lani (Zilani Celia)

quinta-feira, 11 de maio de 2017

MÃE!


Hoje, é um dia como outro qualquer,
Para homenagear, uma simples mulher,
Que nada tem de princesa ou rainha,
Mas, é uma mágica, que tudo adivinha...

Ela é apenas aquela, que na noite acarinha,
Se a febre acomete, o jovem ou a criancinha,
Que na manhã seguinte, olha o filho serena,
E o abraça cansada, sentindo-se, feliz, plena...

Ao vermos uma flor, a comparamos contigo,
Na figura da fada, reconhecemos teu vestido,
Da heroína do conto, percebemos tua coragem,
E quando falas, sabemos ser, de um anjo, a mensagem...

Deves ser uma santa, que Deus colocou na terra,
Para teu filho, tens a forma de amor mais sincera,
Por ele consegues, esquecer-se de ti mesma,
És criação divina... Mãe! És coisa da natureza...

     Minhas amigas mamães, sintam-se todas abraçadas
e tenham um dia abençoado, junto aos filhos e família.


 Lnai (Zilani Celia)